Parabenizamos as Professoras Márcia e Silvia pelo incentivo e apoio aos alunos na Olimpíada de Língua Portuguesa. Educar é muito além de transferir conhecimentos, é conseguir tocar com carinho a alma do outro, conquistar a confiança para que a busca seja incessante e desse modo em uma troca mútua se ensina e se aprende.

“Ensinar não é transferir conhecimento, mas criar as possibilidades para a sua própria produção ou a sua construção.”

Paulo Freire

Olimpíada de Língua Portuguesa, na Escola Municipal Othelo Rosa, Quevedos.

Durante os dois primeiros trimestres do ano, na Escola Municipal de Ens. Fund. Othelo Rosa, na localidade de São Sebastião, Quevedos, na disciplina de Língua Portuguesa tratou-se dos gêneros textuais que fazem parte da Olimpíada de Língua Portuguesa – OLP-. No 6º e 7º ano, sob o comando da professora Silvia Letícia Rolim, a categoria Memórias Literárias e no 8º e 9º ano a professora Marcia Braz de Oliveira Gaier tratou do gênero Crônica.

A temática da OLP é o lugar onde vivo e embasados no pensamento: “Do lugar de cada um o saber de todos nós.” busca-se levar os alunos a refletir sobre seu meio. Sabendo -se que essa é a melhor forma de reconhecer-se como cidadão e agir em busca das mudanças necessárias. Desse modo a Olimpíada de Língua Portuguesa presta esse serviço em nossas escolas, levando nossos alunos e professores a um profundo trabalho de reflexão sobre o lugar onde vivemos.

A seguir a premiação dos alunos que aconteceu primeiramente no nível escolar, encaminhando-se em seguida o texto classificado em primeiro lugar à avaliação municipal.

Iº lugar, na Categoria Crônicas

O coração da escola

                Ela é pequena, inacabada, de cimento bruto, com uma pintura antiga por cima. Tem duas goleiras e já presenciou muita coisa a nossa quadra de esportes. É lá que a gente esquece os problemas e a preguiça.

                Tornamo-nos crianças de novo. Brincamos uns com os outros. Damos risadas. Conversamos, tiramos “selfies”. Brigamos, discutimos, nos acertamos. Dividimos nossas alegrias, nossos sonhos, nossas conquistas, nossos medos...

                Ali a gente se entrega de corpo e coração nos jogos e nas disputas para viver como se fosse nosso último dia, apenas pensando em sermos felizes, em vencer uma competição ou só brincarmos mesmo.

                Ouvimos muito: “Passa a bola, guri”, “ Não deixa passar”, “Chuta! Chuta!”, “ Passa pra mim que tô livre” e assim vamos entendendo o jogo da quadra e da vida. Tem que dividir a bola e as alegrias. Nossa quadra pulsa como um coração. Nela refletimos sobre a realidade. Lá vimos a bondade e a maldade nas brincadeiras. Aprendemos a brigar e a fazer as pazes. A tomar conta da nossa própria vida sem nos envolvermos em fofocas, a nos cuidar e cuidar dos outros.

                Enfim, nossa quadra é nosso laboratório, assim como na vida devemos viver intensamente sem cair no chão por qualquer obstáculo. Porém se cairmos, a cada tombo nos levantamos mais fortes. Isso nos ajuda a voltarmos para a sala de aula seres humanos mais fortalecidos e capazes de aprender.

                MARLEI BRAZ NOGUEIRA – 8º ANO – PROFª. Marcia B. de Oliveira Gaier

IIº lugar, na Categoria Crônicas:

A última araucária

Em um lugar de muita riqueza natural, de matas lindas, águas fartas, extensos campos e muitos animais o cenário tem se modificado. Nessa modificação nossa personagem principal perdeu suas companheiras. Ficou lá, à beira do caminho, a araucária, triste e solitária.

Esta araucária que um dia foi tão cheia de vida, e que ao seu redor contava com várias outras da sua espécie, com passarinhos cantando em seus lindos galhos, está devagarinho morrendo, pois homens tinham feito lavoura ao seu redor. Como as outras araucárias iam ficar no meio desta, eles as derrubaram. Só ela restou, pois ficava à beira da lavoura, margeando a estrada.

Nas lembranças dessa araucária ficaram apenas os passarinhos que cantavam lindas melodias, alegrando aquele local. As pessoas que a rodeavam, na época do inverno, para colherem seus deliciosos frutos – os pinhões.

Agora essa araucária já nem produzia mais, pois não existiam mais as outras para poderem se trocar. Elas são da espécie dióica, isto é, sexos separados e precisam umas das outras para fecundar.

Aquele local já não tem mais graça, pois só se escuta de vez em quando barulhos de máquinas, no ar o cheiro de agrotóxicos, que vão empobrecendo o solo e matando as várias espécies de gramíneas que rodeavam a araucária.

Ela permanece ali! Até quando? Ninguém sabe. A araucária não sabe do seu destino e talvez nem os homens, que derrubaram suas companheiras, não saibam dos seus próprios destinos. Até que...tenha tombado a última araucária.

LUAN AQUINO - 9º ANO – PROFª. MARCIA B. DE OLIVEIRA GAIER

IIIº lugar, na Categoria Crônicas:

A lição do abacate

                Um dia, observando as árvores ao redor da minha casa, chamou minha atenção um pé de abacate carregado de lindos frutos. Na hora desejei colher um que aparentava estar maduro e delicioso para uma sobremesa muito agradável.

                Na verdade, ao colher aquele abacate vi que estava podre por dentro, mas maduro e lindo por fora. Só que era feio e podre por dentro.

                Assim que aconteceu isso pensei em uma mensagem muito linda, que me encantou. Pensei no que vejo na vida. Muitas pessoas podem estar limpas e lindas por fora, preocupadas com a aparência exterior, mas na verdade por dentro estão sujas de palavrões, maus pensamentos, angustiadas, feridas e tristes.

                Refletindo assim a gente entende que não pode se enganar com as aparências, mas sim cativar-se pelo que de verdade carrega-se por dentro. O abacate que era para matar minha fome física, não deu por estar podre, mas me trouxe um alimento maior: uma lição de vida.

 

                               DANIELA DOS SANTOS – 8º ANO – PROFª. MARCIA B. DE OLIVEIRA GIAER

 

(FOTO DOS ALUNOS VENCEDORES, COM AS PROFESSORAS SÍLVIA LETICIA, MARCIA OLIVEIRA E DIRETORA ROZANE SANTOS VIEIRA)

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